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Estado de Sítio

Estado de Sítio

Arthur Arnold

Individual Arthur Arnold

Estado de Sítio é o instrumento através do qual o Chefe de Estado suspende temporariamente os direitos e as garantias dos cidadãos e os poderes legislativo e judiciário são submetidos ao executivo, tudo como medida de defesa da ordem pública.(Arts. 137 a 141 da CF) 


Não estaríamos vivendo em um Estado de Sítio? 


Esta é a pergunta que nos acompanha desde as manifestações de junho de 2013 até os dias de hoje, período em que protestar tornou-se crime. A polícia é coercitiva, os manifestantes são tratados como vândalos e o Poder de Polícia alega “estado de exceção” para burlar a constituição.


É sobre esse cenário que Arthur Arnold apresenta a exposição Estado de Sítio, pronunciando-se com imagens de protesto, violência, desigualdade, discriminação, abuso de poder, mutações simbólicas, opressão e criminalidade. Trata-se de uma mostra de pintura e sobre pintura, de um artista que vive e trabalha no mesmo contexto de suas imagens. 


Arnold nos apresenta uma produção que explora com intensidade tanto as camadas políticas como pictóricas da arte. São pinturas que incitam o espectador a refletir sobre aquilo que muitos preferem “fechar os olhos”. Trabalhos que conquistam o espectador através de sua excelência formal (composição, cor e gesto), para então incitar a uma meditação conceitual e brutal do que é visto dentro e fora da galeria de arte. 


Paula Borghi, 1986, São Paulo-SP. Crítica de arte, curadora da Residência de Arte da Red Bull, idealizadora do PROJECTO MULTIPLO de arte impressa, foi integrante do grupo de crítica do CCSP (Centro Cultural São Paulo) de 2011-2013 e do Paço das Artes São Paulo 2012-2013. Desenvolve desde 2010 trabalhos e pesquisas em espaços independentes e residências de arte na América Latina.